Israel volta a atacar sul do Líbano e acusa Hezbollah de enviar drones contra soldados

Israel volta a atacar sul do Líbano e acusa Hezbollah de enviar drones contra soldados

Quatro pessoas morreram num novo ataque israelita no Líbano. Israel confirmou a investida após ter abatido um dos dois drones que acusa terem sido lançados pelo grupo xiita libanês Hezbollah contra o exército israelita "na zona de segurança daquele país".

RTP / Adicionar como fonte informativa
Ali Hankir - Reuters

Ataques israelita fizeram quatro vítimas mortais, incluindo duas mulheres, no sul do Líbano este domingo, denunciou o Ministério libanês da Saúde.

Apesar do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos com o Hezbollah, acordado em junho, o exército israelita opera no que declarou ser uma zona de segurança no sul do Líbano.

Num comunicado divulgado nas redes sociais, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que "hoje, terroristas da organização Hezbollah lançaram dois drones contra soldados das FDI que operavam na zona de segurança no sul do Líbano".

Os soldados "abriram fogo e abateram um dos drones", sem que se tenham registado feridos entre os militares.

As FDI acrescentaram que o incidente "constitui uma violação flagrante por parte da organização terrorista Hezbollah"

"Em resposta, as FDI estão a realizar ataques no sul do Líbano", acrescentaram.

As forças armadas israelitas reiteraram no comunicado que vão continuar a operar na zona libanesa "para eliminar qualquer ameaça contra civis israelitas e soldados das FDI".

O exército de Israel emitiu um alerta de evacuação às 6h00 da manhã, horário local (3h GMT), para áreas próximas a um prédio em Arab Salim, que podia ser alvo de ataques por estar a ser usado pelo Hezbollah. Duas crianças estavam entre os seis feridos no ataque.

Este foi apenas o segundo alerta de evacuação emitido desde o anúncio do cessar-fogo, em junho.

De acordo com dados do Ministério da Saúde do Libano, publicados na sexta-feira, os ataques israelitas causaram a morte de 4.353 pessoas e feriram outras 12.323 desde 02 de março, pouco depois do início da guerra dos EUA e Israel contra o Irão.

Desde o final de junho, quando tiveram início as conversações diretas entre o Líbano e Israel, mediadas pelos Estados Unidos, a violência diminuiu, ainda de acordo com os dados.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou na sexta-feira a conquista do cume de Ali Taher, uma elevação estratégica onde, segundo Israel, o grupo Hezbollah tinha um centro de comando subterrâneo e depósitos de armas.
"Escalada perigosa" de Israel contra o sul do Líbano
O presidente libanês, Joseph Aoun, condenou os ataques israelitas lançados hoje contra Nabatieh e várias cidades vizinhas do sul do país, que fizeram pelo menos quatro mortos e 20 feridos.

Aoun denunciou uma "escalada perigosa" devido aos ataques a instituições estatais e centros médicos, segundo um comunicado da Presidência libanesa.

O chefe de Estado libanês afirmou que os bombardeamentos "vão além" das repetidas violações do acordo de cessar-fogo e do acordo-quadro assinado em junho, referindo que desta vez os alvos foram instituições e instalações estatais destinadas a satisfazer as necessidades da população.

Aoun referiu-se especificamente ao ataque ao edifício do Ministério das Finanças em Nabatieh, que sofreu danos significativos, e à destruição do hospital Ghandour, afirmando que ambos os incidentes demonstram um padrão de ataques que se estende para além dos alegados alvos militares.

O Presidente libanês recordou ainda um ataque anterior a um centro de segurança do Estado que resultou em mortes, afirmando que a série de ataques demonstra que as administrações civis e as instalações de saúde também estão a ser visadas.

Aoun responsabilizou Israel na íntegra pela escalada de violência e instou os Estados Unidos e a comunidade internacional a tomarem medidas imediatas para travar as violações e responsabilizar os agressores.

Apesar dos ataques, Aoun afirmou que o Líbano continua empenhado na preservação da sua soberania, na estabilidade do sul do país e na segurança dos seus cidadãos.

C/agências

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